Ischia, Bispo Villano na missa pontifícia: "As demolições de casas estão gerando nova pobreza."

Durante a missa pontifícia em honra de São João José da Cruz, padroeiro da ilha de Ísquia, a comunidade se reuniu em torno de seu bispo, Monsenhor Carlo Villano, no Santuário de Ísquia Ponte, repleto de fiéis e representantes institucionais. Os prefeitos dos municípios da ilha também participaram da celebração, unidos em sua devoção por este aniversário solene que a cada ano fortalece o vínculo da população com seu compatriota, o Santo.
Ao final da liturgia, antes de conceder a bênção, Villano compartilhou um pensamento que assumiu o tom de um apelo genuíno. Dirigindo-se à assembleia, ele lembrou as muitas famílias forçadas a lidar com a tragédia das demolições de casas, eventos que continuam a marcar o tecido social da ilha. "Gostaria que nos lembrássemos de todas as famílias que vivenciam a tragédia das demolições de casas, certamente em total conformidade com as leis deste país", disse ele com voz firme.
Monsenhor Villano enfatizou então que o direito à moradia deve permanecer como pedra angular de todas as comunidades, pois privá-lo de uma família significa expô-la a uma nova e profunda forma de pobreza. "Apelamos para que todos tenham garantido o direito à moradia", continuou, "mas, acima de tudo, devemos lembrar que isso cria outras formas de pobreza, a pobreza daqueles que estão em situação de rua e não sabem realmente onde reclinar a cabeça."
Esta mensagem repercutiu intensamente entre os presentes, que foram convidados não apenas a rezar, mas também a demonstrar compaixão e solidariedade concretas para com aqueles em situação de vulnerabilidade. O discurso do bispo conferiu, assim, à celebração uma dimensão adicional, transformando o ato litúrgico em um momento de reflexão cívica e comunitária, no qual a fé se entrelaçou com o compromisso com a dignidade humana.
Com sua saudação e bênção final, Dom Villano deixou à ilha um aviso que vai além da festa patronal: nunca se esqueçam de que por trás de cada demolição há um rosto, uma família, uma história, e que a responsabilidade cristã e civil não pode deixar de começar pela atenção aos mais vulneráveis.
Il Dispari